21 anos - Estudante do curso Técnico de Informática no IF Sudeste MG, campus Manhuaçu
20/02/2022 06:23
A luta de pessoas trans ao pensar em empregabilidade
Dados do Mapeamento de Pessoas Trans da Cidade de São Paulo informam que, no terceiro maior
Estado em taxa de empregos formais (SP), apenas 58% das pessoas trans e travestis têm algum trabalho
remunerado, e dessas, apenas 27% estão em empregos formais no ano de 2021.
A dificuldade para ingressar e se manter no mercado de trabalho não é apenas instituicional,
mas também estrutural, onde essas pessoas trans enfrentam obstáculos muito maiores ao se depararem
com a falta de perspectiva estatística para preparação técnica e rechaço no ambiente familiar e cotidiano,
tendo 43% das pessoas trans já sofrido agressão física em casa e nas ruas e 90% ter tido como fonte de renda
a prostituição, segundo dados da ANTRA.
Esses índices, além de serem altos, representam a marginalização que trans e travestis precisam enfrentar
para combater a estatística que as persegue por toda a vida. Algumas empresas aderiram a alguns programas
sociais voltados à imersão de pessoas trans no mercado de trabalho mas, além de ainda ser um número pequeno,
não elimina a violência causada pelo contexto cultural em que estamos inseridos. É preciso expandir, em tempo
limite, a inclusão dessas pessoas ao convívio social como um todo e superar a ideia de que pessoas trans são objetos
sexuais, estando assim, fadadas às sombras da sociedade. É, da premissa ao fim, cruel!